Uma mãe: - Senhor, que quando meu filho não estiver sobre minha proteção, que ele esteja em suas mãos. Orava ela ao seu filho que viajava, sem saber que o ônibus de Deus já o pegou na parada. Sem que ele soubesse em qual estação vai descer.
V i no sofá vermelho entre moça e mulher deitada como a Duquesa de Alba pintada por Goya: nua sobre almofadas com um espírito aventureiro trazendo nos lábios fechados um sorriso de prazer e um olhar de Cupido. Para a consciência do meu voyeurismo a percorrer seus contornos ondulantes e lascivos. Reluzindo ante minha aspiração poética que a quer pelos mais deliciosos beijos e abraços, efetuar a fusão completa de nossos corpos. Temo-nos, como na Arte de amar de Manuel Bandeira: princípio físico-químico, materialmente feliz.
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